Cap. 31 - Labibah
Sinto-me feliz por estar com minha família nessa cidade. Depois de tudo o que enfrentamos, encontramos um novo propósito. E ele surgiu logo nos primeiros dias em Frankfurt. Caminhando pela cidade, andando de trem ou olhando pela janela, vimos que nossa situação era apenas uma gota em um grande oceano. Nossos olhos foram se abrindo para a grande mistura de pessoas. Ainda impressiona-me, mesmo depois de tantos anos, a multiplicidade de culturas estampada nos rostos dos que caminham pela cidade. Asiáticos e árabes certamente se destacam. Entretanto, as nacionalidades são da casa das centenas. Aqui é comum não ter passaporte vermelho. Aliás, ser cidadão de Frankfurt é ser um cidadão estrangeiro. As pessoas são muitas e elas não param. Estão sempre andando. Arrastando malas de rodinhas, ou carregando mochilas nas costas. Estão sempre indo a algum lugar. Sempre carregando coisas. As pessoas aqui nunca param. Também não param de chegar. Cada uma delas tem uma história única. Verdadeira ep...